sábado, 24 de novembro de 2012

A situação do meio ambiente no Brasil

Artigo realizado como freelancer.
Por Jéssica Bueno


São inúmeras as reportagens que falam sobre o meio ambiente, assim como este é um assunto bastante pautado nas escolas e defendido por organizações e instituições. Um exemplo da importância do tema foi a Rio+20, que juntou diversos países para retomar uma discussão iniciada em 1992.
Mas se este é um assunto bastante discutido, então por que aparecem mais problemas do que soluções? Na realidade, existem soluções e muitos programas sustentáveis ativos. Contudo, nem sempre os projetos conseguem acompanhar o desenvolvimento urbano desenfreado, bem como a discrepância das atitudes humanas ao degradar a natureza para atender as suas necessidades industriais.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as florestas naturais correspondem a cerca de 61% do território brasileiro, distribuídas em seis tipos de biomas com características particulares. Dentre as mais importantes estão a Amazônia, ocupando em média 354,7 milhões de hectares, o Cerrado, ocupando 66,4 milhões de hectares, aproximadamente, e a Caatinga, abrangendo quase 47 milhões de hectares. A Mata Atlântica, apesar de ocupar apenas 13% do território – não esquecendo que este número reflete o grande desmatamento que a floresta sofreu, cerca de 900 mil km² destruído –, tem um papel importante na economia, por abrigar as espécies vegetais mais visadas comercialmente.
Tendo em vista que cada uma dessas florestas, mesmo as menores como o Pantanal e o Pampa, desempenham importantes papéis sociais, econômicos e ambientais, é possível compreender a importância de se estabelecer uma relação não prejudicial entre as necessidades humanas dos recursos naturais e os limites do meio ambiente.
Pensando nisso, a inPEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) desenvolveu o projeto Campo Limpo que trabalha na coleta de embalagens plásticas de agrotóxicos em todo o país e cuida do encaminhamento correto do material coletado. O trabalho do instituto, que tem o apoio de diversas organizações e empresas do agronegócio, já rendeu ao Brasil o título de líder em direcionamento correto do lixo agrícola.
Um estudo realizado pela Fundação Espaço Eco, sobre os benefícios gerados pelo Sistema Campo Limpo, revelou que o país destinou 94% das embalagens, que foram usadas na agricultura, corretamente. O segundo país que melhor realizou esta ação foi a França, encaminhando 77% de seu lixo agrícola.
Considerando que o número de áreas plantadas no Brasil corresponde a 6,8 milhões de hectares e que o país é referência mundial em agronegócio, estes são dados de que os brasileiros possam se orgulhar. Entretanto, ainda há muitos outros aspectos ambientes para se levar em conta sobre a situação da biodiversidade. Um ponto importante é a questão dos recursos hídricos.
Assim como o desmatamento e a caça inadequada podem desestruturar os ecossistemas, a seca, a poluição e o uso inadequado da água geram impactos permanentes no meio ambiente. Estima-se que cerca de 80% das doenças e 30% dos óbitos no mundo são causados por águas poluídas.
Recentemente, a Fundação SOS Mata Atlântica percorreu 11 estados brasileiros para avaliar a qualidade da água em 49 corpos d’água, e classificou como regular 75,5% dos corpos analisados e 24,5% como ruim. Segundo o estudo, o curso d’água que apresentou melhor qualidade foi o da Bica da Marina, no Rio de Janeiro, e o mais poluído é o Criciúma, em Santa Catarina. Isso tudo sem contar o rio Tietê. Entre as fontes poluidoras mais significativas estão as de origem industrial, doméstica e agropecuária.
A cada ano a situação do meio ambiente no Brasil e no mundo, se torna alarmante. É mais do que falta de consciência ou falta de educação ambiental, é o desrespeito à vida. Centenas de animais já entraram em extinção, como o mico-leão-dourado e até a onça-pintada, assim como muitas espécies vegetais, apenas porque os seres humanos queriam comercializar. A hora de discutir sobre a recuperação do que foi destruído já passou, agora é o momento de se pensar no que é prioridade para que o planeta Terra continue habitável. E o Brasil, como referência mundial em biodiversidade, tem um papel importante nesse cenário.



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